domingo, 21 de fevereiro de 2010

LXVIII

XXXII

CONVERSA DE AMIGOS

– A Fé é que nos salva!

– É o que mata…

– Deixem a teologia para os animais!

– Qual é a tua política?

– Votar nos eleitos (risos que acabam amarelos?)
21.02.10

LXIX

LXX

LXXI

XXXV

CONVERSA DE MALUCOS

– Um galo e uma galinha, qual deles cantou?

– Não os vi.
21.02.10

LXXII

Depois de obrigar a saltar de página em página, para ler cada linha duma página previamente escrita. Dá para ver como, além de possível, se torna fácil o que era impossível. A ideia soa a coisa de poeta? Os poetas são os maiores, evitem-se as reticências em tão concisa frase.

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Sexta-feira
26.02.01

LXXIII

Vale a pena escrever já, no ano XXXVI deste século sem nome até ao presente momento, escrevi um poema que deixei como comentário. Ou seja, esse ano, vale pelo comentário deixado. Quer isto dizer que não estou nada preocupado com o valor intrínseco do que estou a escrever, esse valor existe já no estaleiro. Mesmo antes de pôr as frases a navegar, trabalho-as em filigrana. Cada som, cada sinal de pontuação: pregos, velas, vê-las?... São jóias; peças delicadas, material áureo: ouro.

LXXIV

«Gaba-te cesto, não te caia a asa», hoje já seria necessário muito investigar para saber de onde veio esta frase popular. Nem desconhecendo a sua origem, não deixamos de poder observar a bela metáfora!

LXXV

Nem, não… Vou acabar este texto que já se faz tarde, para passar a dar conta do como e porquê do XXXVI ter sido riscado do mapa, um acidente, causado pelo comentário aí deixado.

LXXVI

Leitor ou leitora, não corra ou corra, vou começar a fazer anos atrás de anos, já iremos chegar a esse ano. Para ele não ficar sozinho, outros haverá que serão apenas… comentários. Escrevo conforme pensei ao escrever, é, afinal… como se (SE/se) escreve. Se não houver Poesia na escrita, não valeria a pena escrever Prosa. Faríamos sinais marcando quantidades, outros para outras necessidades e pronto, a necessidade da escrita está à vista na vida daqueles que vivem sem escrever e é um livro aberto para os analfabetos.

LXXVII

Não é de estranhar não ter este século frases para cem anos, elas são intemporais. Além do mais, se com um simples comentário, mesmo se no caso um poema, foi possível apagar um ano?

LXXVIII

Bom artífice, superior a qualquer deus dos que são inventados, igual a um Deus que se invente sem ventas e nelas vejamos o rosto do divino que preenche a vida de adivinhos, fiz os anos todos em numeração romana sem demorar…

LXXIX

um século? Não, convém não ter pressa. É quando a empresa é


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Resumindo…

XXVI

Para quem não sabe, sou criador dum conceito que julgo ser

XXVII

original, a noção do poeta profissional. Já criei o conceito em

XXVIII

1984, salvo erro, o mais certo será finais de 1983, mas foi em

XXIX

1984 que acabei por escrever o primeiro e único livro meu já

XXX

impresso numa gráfica já em 1985. Hoje, a uma cotação ima-

XXXI

ginária, deve valer um balúrdio cada livro desses. O poeta

XXXII

profissional, é um daqueles que sabe morrer de fome e con-

XXXIII

tinuar a beber água num oásis do sonho! Contudo, para não

XXXIV

dar uma grande efusão à exclamação, continuemos serenos.

XXXV

Ainda nem esta página escrevemos e já queremos ir acabar

26.02.10

LXXX

grande que se torna necessário ter mais alma, calma! Quando se

LXXXI

Juntarem todas estas linhas, estou quase a chegar ao fim da

LXXXII

página. Posso, finalmente, dizer: – Acabei… a página!
21.02.10

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Por coincidência...
Esta segunda folha de bloco-notas ficou com o mesmo número de linhas da primeira folha. A primeira foi do I a XIV, esta veio do XXVI ao XXXV (dez linhas às quais somámos hoje mais quatro) + do LXXIX a LXXXII. Registo o facto de serem folhas lisas...
26.02.10
{atentando na filosofia de mudar de dia depois de dormir, tão falível como considerar que a tarde é depois do almoço}

LXXXIII

GESTO COMPLETO

Só há uma maneira de começar e acabar o que comecei, escrever e virar a página... até acabar a folha.

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8 dias depois, no dia 28, acaba o mês, o dia, o ano e o século, tudo num Domingo.
28.02.10

LXXXIV

Fazer a frente e o verso, deixar a folha completa soltar-se.

LXXXV

Com o tempo tão especial do Outono, quando a árvore se prepara para dormir, respirando pela pele dos ramos e do tronco, quase sem respirar, nu(m)a [nua/numa] respiração cutânea.

LXXXVI

Sinto-me também eu nua e vazia, por fora e por dentro, prestes a atingir a plenitude duma presença/ ausente!

LXXXVII

Vou acabar “O Beijo”, trata-SE, espero eu, dum momento mágico.